
sábado, 5 de dezembro de 2009
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Lançada 2ª edição da revista Valor Setorial / Comunicação Corporativa

A revista Valor Setorial / Comunicação Corporativa, produzida em parceria com a Aberje pelo segundo ano consecutivo, é lançada com a edição de hoje do jornal Valor Econômico. A publicação traz a pesquisa “Comunicação Interna nas organizações”, realizada pelo Databerje – Instituto Aberje de Pesquisa. Essa é a maior pesquisa na história da Comunicação e contou com 300 profissionais responsáveis pela área de Comunicação Interna das empresas, relacionadas na lista das 1000 Maiores de Valor em 2008.Para Paulo Nassar, diretor geral da Aberje e professor da ECA-USP, “a pesquisa é fundamental para o conhecimento dos perfis profissionais mais adequados para o atendimento das demandas organizacionais”. Além disso, o diretor geral também destacou nesta edição quais são as formações acadêmicas e habilitações que atendem às necessidades organizacionais globais e, principalmente, brasileiras.A revista Valor Setorial / Comunicação Corporativa já está nas bancas. Para conferir a versão digital, clique aqui.
Fonte: www.aberje.com.br
Tags:
Comunicação Corporativa
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Comunicação Institucional como Graduação Tecnológica
Hoje um colega inseriu em uma rede o qual eu faço parte o seguinte post:
Passeando pelos sites de algumas IES de Minas Gerais, encontrei um curso que me chamou bastante atenção, trata-se de um curso de Comunicação Institucional, de Graduação Tecnológica. Gostaria de saber a opinião de vocês sobre o mesmo. O que me chamou atenção foi a descrição proposta pela própria instituição: "O profissional tecnólogo em Comunicação Institucional é responsável pelo planejamento, implementação, gerenciamento e promoção do uso de tecnologias para a comunicação institucional interna e externa. Com capacidade crítica e analítica, é capaz de avaliar aspectos estéticos, formais e sociais de uma organização e poderá definir objetivos de comunicação da instituição, mensurar resultados da política de comunicação, interagir com o público interno e externo, desenvolver projetos de comunicação em diferentes mídias, além de atuar, em equipes multidisciplinares, na promoção de eventos utilizando estratégias de gestão e marketing." [...]
Gente, isso mostra o quanto a profissão de Relações Públicas pode estar se tornando vulnerável.
O que acham disso??
terça-feira, 3 de novembro de 2009
TRF 5ª Região abre seleção para estagiários de nível superior
Da Assessoria de Imprensa do TRF
Estão abertas as inscrições para a seleção pública que vai preencher 116 vagas de estágio no Tribunal Regional Federal da 5ª Região. As inscrições custam R$ 19 e seguem até as 18h do dia 15 de novembro pelo site da organizadora Sustente (www.sustente.org.br) ou do Tribunal (www.trf5.jus.br). A taxa custa R$ 19. Os locais de realização das provas serão divulgados em 25 de novembro. A prova acontece no domingo, 29 de novembro, das 9h15 às 13h15, somente no Recife.
As vagas são para os cursos de Administração (11), Arquitetura (1), Biblioteconomia (4), Ciências Contábeis (3), Ciências da Computação e correlatos (5), Comunicação Social ou Jornalismo (1), Direito (85). Os cursos de Engenharia Civil e Elétrica, Publicidade, Relações Públicas, Serviço Social e Web Design têm uma vaga cada. A prova para os estudantes de Direito terão 40 questões de conhecimentos específicos. Aos demais cursos, serão aplicadas provas com 20 questões de conhecimentos específicos, 12 de língua portuguesas e oito de noções de informática. Todos os candidatos farão redação sobre tema atual.
Os candidatos deverão estar regularmente matriculados em instituições de ensino superior e preencher os requisitos exigidos: estar cursando, no mínimo, da metade do tempo total, e, no máximo, até o antepenúltimo semestre do curso. Os selecionados também poderão preencher vagas do quadro de estagiários da Seção Judiciária de Pernambuco – Capital. Candidatos às vagas da área jurídica não podem estar vinculados a outro programa de estágio em órgão ou entidade pública, empresa ou escritório de advocacia.
O período de estágio é de um ano, podendo ser prorrogado pelo mesmo período (exceto para portadores de deficiência, de acordo com a Lei Federal 11.788/08), com expediente de 20 horas semanais. A bolsa-estágio é no valor de R$ 697,50, mais auxílio transporte diário de R$ 5.
O resultado final será divulgado em 17 de dezembro, pelos sites. Informações pelo telefone 3423-9543 ou pelo e-mail trf5@sustente.org.br.
SERVIÇO:
As vagas são para os cursos de Administração (11), Arquitetura (1), Biblioteconomia (4), Ciências Contábeis (3), Ciências da Computação e correlatos (5), Comunicação Social ou Jornalismo (1), Direito (85). Os cursos de Engenharia Civil e Elétrica, Publicidade, Relações Públicas, Serviço Social e Web Design têm uma vaga cada. A prova para os estudantes de Direito terão 40 questões de conhecimentos específicos. Aos demais cursos, serão aplicadas provas com 20 questões de conhecimentos específicos, 12 de língua portuguesas e oito de noções de informática. Todos os candidatos farão redação sobre tema atual.
Os candidatos deverão estar regularmente matriculados em instituições de ensino superior e preencher os requisitos exigidos: estar cursando, no mínimo, da metade do tempo total, e, no máximo, até o antepenúltimo semestre do curso. Os selecionados também poderão preencher vagas do quadro de estagiários da Seção Judiciária de Pernambuco – Capital. Candidatos às vagas da área jurídica não podem estar vinculados a outro programa de estágio em órgão ou entidade pública, empresa ou escritório de advocacia.
O período de estágio é de um ano, podendo ser prorrogado pelo mesmo período (exceto para portadores de deficiência, de acordo com a Lei Federal 11.788/08), com expediente de 20 horas semanais. A bolsa-estágio é no valor de R$ 697,50, mais auxílio transporte diário de R$ 5.
O resultado final será divulgado em 17 de dezembro, pelos sites. Informações pelo telefone 3423-9543 ou pelo e-mail trf5@sustente.org.br.
SERVIÇO:
Concurso para estagiário do Tribunal Regional Federal da 5ª RegiãoInscrições: de 28/10 até 15/11 pelos sites www.sustente.org.br ou www.trf5.jus.br
Taxa: R$ 19
Provas: 29 de novembro
Tags:
estágio,
TRF 5ª Região
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Cursos de Extensão 2009.2 - Fafire
Estão abertas as inscrições para os cursos de extensão da Fafire.
As inscrições poderão ser feitas até a véspera do curso desejado, se houver vagas.
Informações pelos números: 2122-3528/3525 ou pelo e-mail dage@fafire.br
Curso: Recepcionistas para Eventos
O curso tem por objetivo preparar as pessoas a trabalhar nos mais diversos tipos de eventos. Serão abordados os conceitos dos mais diversos tipos de eventos, postura, atendimento, etc. É voltado para pessoas das mais variadas formações que já atuem ou que tenham interesse em atuar na área.
C.H.16
Horário: Sábados 8h às 12h 07 a 28/11
Professores: Alexandre Costa e Rosana Pedrosa
Valor Total: R$ 40,00
Para verificar a lista completa dos cursos acesse o site: www.fafire.br
As inscrições poderão ser feitas até a véspera do curso desejado, se houver vagas.
Informações pelos números: 2122-3528/3525 ou pelo e-mail dage@fafire.br
Curso: Recepcionistas para Eventos
O curso tem por objetivo preparar as pessoas a trabalhar nos mais diversos tipos de eventos. Serão abordados os conceitos dos mais diversos tipos de eventos, postura, atendimento, etc. É voltado para pessoas das mais variadas formações que já atuem ou que tenham interesse em atuar na área.
C.H.16
Horário: Sábados 8h às 12h 07 a 28/11
Professores: Alexandre Costa e Rosana Pedrosa
Valor Total: R$ 40,00
Para verificar a lista completa dos cursos acesse o site: www.fafire.br
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Entenda o projeto de reforma eleitoral
O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (9) o texto-base do projeto de reforma eleitoral. Dentro da proposta está a discussão sobre as regras para o uso da internet durante o período eleitoral, mas o tema é alvo de destaque e ainda será decidido. Como o projeto sofreu diversas alterações no Senado, a proposta vai retornar para avaliação da Câmara dos deputados. Para valer já para as eleições em 2010, o projeto precisa de sanção presidencial e publicação no Diário Oficial até o dia 3 de outubro. O texto-base dá liberdade total aos candidatos na internet. Fica permitido a eles utilizar todas as ferramentas, como blogs, mensagens instantâneas e redes sociais. Será permitido também que os candidatos à Presidência da República comprem espaço em portais de conteúdo jornalístico. A proposta permite também a doação eleitoral por meio da internet e do telefone. Os candidatos poderão receber recursos por cartões de crédito e débito, transferências on-line, boletos bancários e até pode desconto em conta telefônica. As doações poderão ser feitas diretamente aos candidatos ou de forma indireta, por meio dos comitês partidários. A principal polêmica no projeto se dá em torno de possíveis restrições à cobertura jornalística na internet. A proposta aprovada na semana passada pelas comissões de de Constituição e Justiça (CCJ) e Ciência e Tecnologia (CCT) proibia opiniões ou "tratamento privilegiado" a qualquer candidato. As regras seriam as mesmas já aplicadas a rádio e TV. Os relatores do projeto, Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Marco Maciel (DEM-PE), fizeram novas alterações no texto nesta semana, mas ainda não retiraram todas as restrições. Continuaria vedado aos provedores e empresas de comunicação na internet veicular pesquisa ou consulta popular e dar “tratamento privilegiado a candidato, partido ou coligação, sem motivo jornalístico que o justifique”. Uma emenda apresentada pelo líder do PT, Aloízio Mercadante (SP), retira do texto qualquer restrição à web. Romero Jucá (PMDB-RR), Arthur Virgílio (PSDB-AM) e Marina Silva (PV-AC) são alguns dos senadores que já declararam posições semelhantes à de Mercadante.
Debate no rádio e na TV
O projeto trata também das regras para debates eleitorais no rádio e na TV. Atualmente, as emissoras são obrigadas a convidar todos os candidatos e acertar as regras com todos eles. A proposta que consta no relatório de Azeredo e Maciel, obriga as emissoras a convidar os candidatos de partidos que tenham pelo menos 10 deputados federais. Os debates poderão ser realizados com a presença de 2/3 dos candidatos. O tema também é alvo de destaque. Alguns senadores defenderam que o modelo atual seja mantido para garantir espaço para todos os candidatos.
Programas sociais e obras
O projeto de reforma eleitoral traz também restrições a projetos sociais e obras em ano eleitoral. A proposta proíbe a criação e a ampliação de programas sociais durante o ano da eleição. Por acordo, os senadores decidiram permitir reajustes de valores de programas já existentes neste período. Foi acatada também uma emenda que proíbe a propaganda institucional ou eleitoral de obras públicas nos quatro meses que antecedem a eleição. Outra proíbe os candidatos de comparecerem a inaugurações de obras no mesmo período. O projeto obriga a realização de uma nova eleição no caso da cassação de mandato nos dois primeiros anos em eleições para o Executivo. Após este prazo, será feita uma eleição indireta no legislativo, em caso de cassação no Executivo. O texto do Senado retira duas medidas que tinham sido incluídas pela Câmara, o voto em trânsito para a Presidência da República e a impressão de parte dos votos feitos pela urna eletrônica.
Fonte: www.g1.globo.com
Tags:
reforma eleitoral
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Record compra documentário 'Muito além do cidadão Kane'
Em busca de armas para a guerra contra a Rede Globo, a Record confirmou a compra dos direitos para a exibição do documentário “Muito além do cidadão Kane” em TV aberta. Ainda não existe data para o filme ir ao ar. A informação foi veiculada ontem pela Folha Online e confirmada hoje pela assessoria da emissora.
Exibido em 1993 pela TV britânica Channel 4, o documentário ainda é inédito no Brasil. Entretanto, ele pode ser acessado em diversos sites. Antes da popularização da Internet, o vídeo circulou em cópias VHS, principalmente entre estudantes e militantes de esquerda.
O clássico do cinema "Cidadão Kane", de Orson Welles, que trata da vida de um magnata da mídia, serve de referência para o documentário. Em "Muito além do cidadão Kane", dirigido por Simon Hartog, Roberto Marinho é visto como o dono de um monopólio da comunicação no Brasil.
Segundo o site Internet Movie Database, a exibição foi atrasada em um ano por causa de processo movido pela Globo na Justiça britânica. A emissora contestou o uso trechos de programas sem permissão.
Fonte: www.comunique-se.com.br
Exibido em 1993 pela TV britânica Channel 4, o documentário ainda é inédito no Brasil. Entretanto, ele pode ser acessado em diversos sites. Antes da popularização da Internet, o vídeo circulou em cópias VHS, principalmente entre estudantes e militantes de esquerda.
O clássico do cinema "Cidadão Kane", de Orson Welles, que trata da vida de um magnata da mídia, serve de referência para o documentário. Em "Muito além do cidadão Kane", dirigido por Simon Hartog, Roberto Marinho é visto como o dono de um monopólio da comunicação no Brasil.
Segundo o site Internet Movie Database, a exibição foi atrasada em um ano por causa de processo movido pela Globo na Justiça britânica. A emissora contestou o uso trechos de programas sem permissão.
Fonte: www.comunique-se.com.br
Tags:
Record,
Rede Globo
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Empresas sustentáveis têm funcionários motivados
Por Celso Dobes Bacarji, da Envolverde - especial para o Instituto Ethos
Crise econômica eleva a importância do movimento de responsabilidade social empresarial para o mercado de trabalho.Entre os grandes desafios que a transição para um novo modelo econômico deverá enfrentar nos próximos anos está o de gerar novos empregos, os chamados empregos verdes, não só para repor os postos de trabalho que serão fechados junto com as atividades pesadamente emissoras de carbono quanto para atender às demandas das novas gerações.O tema foi discutido no congresso internacional Sustentável 2009, em mesa integrada por Fabián Echegaray, diretor da consultoria Market Analysis, Paulo Sergio Moçouçah, coordenador de Programas de Trabalho Decente e Empregos Verdes da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, e Luiz Eduardo Rubião, sócio-fundador da Chemtech, moderados por Roberta Cardoso, da FGV. Houve também a participação, via teleconferência, de Bob Willard, autor de The Sustainability Advantage e de The Next Sustainability Wave.Os empregos verdes vêm crescendo aceleradamente nos últimos anos. De acordo com Paulo Sérgio Moçouçah, da OIT Brasil, a expressão ganhou popularidade a partir da sua inclusão no programa de governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Agora, com a crise econômica, segundo ele, diversos países vêm centrando os esforços para a recuperação econômica investindo em atividades sustentáveis, sobretudo em energias renováveis.Segundo Moçouçah, a experiência tem comprovado, como argumentava o plano de Obama, que as atividades sustentáveis geram mais empregos que os setores tradicionais. Países como a China, que atualmente investe em atividades sustentáveis cerca 20% do total dos investimentos de sua economia, e a Índia, que também tem investido pesadamente em energia solar, são exemplos dessa capacidade da nova economia.O elevado potencial para gerar empregos das atividades de baixa emissão é comprovado também por um estudo desenvolvido pela OIT, juntamente com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), divulgado em setembro do ano passado. O estudo revelou que, ao contrário do que se pensou, a crise econômica vem ajudando a superar os altos níveis de desemprego ocorridos a partir de meados dos anos 1990, quando o modelo econômico baseou-se nas atividades do setor financeiro.Segundo o coordenador da OIT, a crise recolocou a geração de empregos no centro das políticas públicas: “O emprego verde surge com a divulgação do relatório de mudanças climáticas, em 2007, exatamente quando a crise econômica também se inicia. Foi o crescimento do conceito que levou a OIT a assumir a tarefa de tratar da questão das mudanças climáticas no âmbito do mundo do trabalho, por meio do programa global Quero o Verde de Volta”, conclui.Os impactos da nova economia sobre o mundo do trabalho foram analisados também por Fabián Echegaray, diretor da consultoria Market Analysis, que desenvolveu uma pesquisa para saber como os trabalhadores de 32 países, inclusive do Brasil, estão percebendo as ações de RSE praticadas por suas empresas. Foram entrevistados mais de 3.460 funcionários de grandes empresas, independentemente do cargo.O estudo, concluído no início deste ano, revelou que nove em cada dez brasileiros apoiam a atuação da empresa como canal pedagógico; para 92% deles, quanto mais socialmente responsável for a empresa, mais motivado e leal será o seu funcionário. Os resultados mostram que, pelas práticas da empresa, os funcionários também desenvolvem maior sentido de autoeficácia pessoal como consumidores, tornando-se capazes de influir no comportamento das empresas por meio da compra consciente.De acordo com Echegaray, a pesquisa mostra que a empresa sustentável tem funcionários mais receptivos ao seu ativismo na área e que legitimam seu papel educativo. “Eles reagem com entusiasmo e fidelidade diante de uma atuação socioambiental positiva e tendem a acreditar mais na comunicação da empresa sobre suas ações e resultados dos seus investimentos sociais”, conclui ele.Crédito da imagem: Paulo Sérgio Moçouçah, da OIT Brasil, no Sustentável 2009.
(Envolverde/Instituto Ethos)
Fonte: http://envolverde.ig.com.br
Crise econômica eleva a importância do movimento de responsabilidade social empresarial para o mercado de trabalho.Entre os grandes desafios que a transição para um novo modelo econômico deverá enfrentar nos próximos anos está o de gerar novos empregos, os chamados empregos verdes, não só para repor os postos de trabalho que serão fechados junto com as atividades pesadamente emissoras de carbono quanto para atender às demandas das novas gerações.O tema foi discutido no congresso internacional Sustentável 2009, em mesa integrada por Fabián Echegaray, diretor da consultoria Market Analysis, Paulo Sergio Moçouçah, coordenador de Programas de Trabalho Decente e Empregos Verdes da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, e Luiz Eduardo Rubião, sócio-fundador da Chemtech, moderados por Roberta Cardoso, da FGV. Houve também a participação, via teleconferência, de Bob Willard, autor de The Sustainability Advantage e de The Next Sustainability Wave.Os empregos verdes vêm crescendo aceleradamente nos últimos anos. De acordo com Paulo Sérgio Moçouçah, da OIT Brasil, a expressão ganhou popularidade a partir da sua inclusão no programa de governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Agora, com a crise econômica, segundo ele, diversos países vêm centrando os esforços para a recuperação econômica investindo em atividades sustentáveis, sobretudo em energias renováveis.Segundo Moçouçah, a experiência tem comprovado, como argumentava o plano de Obama, que as atividades sustentáveis geram mais empregos que os setores tradicionais. Países como a China, que atualmente investe em atividades sustentáveis cerca 20% do total dos investimentos de sua economia, e a Índia, que também tem investido pesadamente em energia solar, são exemplos dessa capacidade da nova economia.O elevado potencial para gerar empregos das atividades de baixa emissão é comprovado também por um estudo desenvolvido pela OIT, juntamente com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), divulgado em setembro do ano passado. O estudo revelou que, ao contrário do que se pensou, a crise econômica vem ajudando a superar os altos níveis de desemprego ocorridos a partir de meados dos anos 1990, quando o modelo econômico baseou-se nas atividades do setor financeiro.Segundo o coordenador da OIT, a crise recolocou a geração de empregos no centro das políticas públicas: “O emprego verde surge com a divulgação do relatório de mudanças climáticas, em 2007, exatamente quando a crise econômica também se inicia. Foi o crescimento do conceito que levou a OIT a assumir a tarefa de tratar da questão das mudanças climáticas no âmbito do mundo do trabalho, por meio do programa global Quero o Verde de Volta”, conclui.Os impactos da nova economia sobre o mundo do trabalho foram analisados também por Fabián Echegaray, diretor da consultoria Market Analysis, que desenvolveu uma pesquisa para saber como os trabalhadores de 32 países, inclusive do Brasil, estão percebendo as ações de RSE praticadas por suas empresas. Foram entrevistados mais de 3.460 funcionários de grandes empresas, independentemente do cargo.O estudo, concluído no início deste ano, revelou que nove em cada dez brasileiros apoiam a atuação da empresa como canal pedagógico; para 92% deles, quanto mais socialmente responsável for a empresa, mais motivado e leal será o seu funcionário. Os resultados mostram que, pelas práticas da empresa, os funcionários também desenvolvem maior sentido de autoeficácia pessoal como consumidores, tornando-se capazes de influir no comportamento das empresas por meio da compra consciente.De acordo com Echegaray, a pesquisa mostra que a empresa sustentável tem funcionários mais receptivos ao seu ativismo na área e que legitimam seu papel educativo. “Eles reagem com entusiasmo e fidelidade diante de uma atuação socioambiental positiva e tendem a acreditar mais na comunicação da empresa sobre suas ações e resultados dos seus investimentos sociais”, conclui ele.Crédito da imagem: Paulo Sérgio Moçouçah, da OIT Brasil, no Sustentável 2009.
(Envolverde/Instituto Ethos)
Fonte: http://envolverde.ig.com.br
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Brasileiros opinam sobre bancos e práticas socioambientais
Pesquisa feita pelo instituto Datafolha a pedido da organização Amigos da Terra - Amazônia Brasileira - que desde o ano 2000 desenvolve o Eco-Finanças, programa pioneiro que estimula a administração ambiental no mundo financeiro - revela que os clientes das instituições bancárias não acreditam que os bancos desenvolvem medidas socioambientais realmente efetivas.
Segundo a pesquisa, os clientes entendem que bancos gastam mais com propaganda do que nas ações propriamente ditas, e os investimentos em marketing dos bancos para mostrar suas ações de sustentabilidade socioambiental são recebidos com ceticismo pelos clientes. Para 89% dos consultados, os bancos anunciam boas práticas de sustentabilidade ambiental, mas gastam mais em propaganda do que nas ações divulgadas.
Entre 12 grandes bancos públicos e privados, o Banco do Brasil e o Bradesco estão no topo tanto da lista das instituições apontadas com as que teriam as melhores práticas ambientais como no ranking oposto.
Foram feitas 2.055 entrevistas entre 2 e 14 de abril com brasileiros de 18 anos ou mais, donos de telefones fixos, em todo o país. A maioria (70%) diz que daria preferência a bancos que os informassem sobre os impactos socioambientais de seus investimentos. Dentre esses, mais da metade trocaria de instituição bancária se estas informações fossem oferecidas pela concorrência, desde que recebessem condições comerciais idênticas, e 18% dos entrevistados declararam que passariam à instituição mais transparente independentemente de serviços e taxas.
Na questão referente ao comportamento dos bancos frente à destruição ambiental, 81% opinaram que eles não fazem o suficiente e, destes, 27% disseram que as instituições financeiras poderiam pelo menos exigir o respeito das leis.
Fernando Martins, diretor-executivo de estratégia de marca e comunicação corporativa do grupo Santander Brasil, disse ao jornal Valor Econômico que “a publicidade, num mundo onde as pessoas têm cada vez mais informações, ficou um pouco para trás e tem que se reinventar. A sustentabilidade é nova neste cenário e muita gente vem usando isto de forma oportunista”.
A pesquisa “A Visão da População Brasileira sobre Bancos e Práticas Socioambientais” revela, contudo, uma contradição: os brasileiros apontam o Banco do Brasil e o Bradesco como os que mais financiam a destruição ambiental e ao mesmo tempo como os responsáveis pelas boas práticas. É possível que isso se dê pelos projetos que o BB desenvolve em regiões e pelos investimentos do Bradesco em educação, através da Fundação Bradesco.
Veja a pesquisa na íntegra.
Segundo a pesquisa, os clientes entendem que bancos gastam mais com propaganda do que nas ações propriamente ditas, e os investimentos em marketing dos bancos para mostrar suas ações de sustentabilidade socioambiental são recebidos com ceticismo pelos clientes. Para 89% dos consultados, os bancos anunciam boas práticas de sustentabilidade ambiental, mas gastam mais em propaganda do que nas ações divulgadas.
Entre 12 grandes bancos públicos e privados, o Banco do Brasil e o Bradesco estão no topo tanto da lista das instituições apontadas com as que teriam as melhores práticas ambientais como no ranking oposto.
Foram feitas 2.055 entrevistas entre 2 e 14 de abril com brasileiros de 18 anos ou mais, donos de telefones fixos, em todo o país. A maioria (70%) diz que daria preferência a bancos que os informassem sobre os impactos socioambientais de seus investimentos. Dentre esses, mais da metade trocaria de instituição bancária se estas informações fossem oferecidas pela concorrência, desde que recebessem condições comerciais idênticas, e 18% dos entrevistados declararam que passariam à instituição mais transparente independentemente de serviços e taxas.
Na questão referente ao comportamento dos bancos frente à destruição ambiental, 81% opinaram que eles não fazem o suficiente e, destes, 27% disseram que as instituições financeiras poderiam pelo menos exigir o respeito das leis.
Fernando Martins, diretor-executivo de estratégia de marca e comunicação corporativa do grupo Santander Brasil, disse ao jornal Valor Econômico que “a publicidade, num mundo onde as pessoas têm cada vez mais informações, ficou um pouco para trás e tem que se reinventar. A sustentabilidade é nova neste cenário e muita gente vem usando isto de forma oportunista”.
A pesquisa “A Visão da População Brasileira sobre Bancos e Práticas Socioambientais” revela, contudo, uma contradição: os brasileiros apontam o Banco do Brasil e o Bradesco como os que mais financiam a destruição ambiental e ao mesmo tempo como os responsáveis pelas boas práticas. É possível que isso se dê pelos projetos que o BB desenvolve em regiões e pelos investimentos do Bradesco em educação, através da Fundação Bradesco.
Veja a pesquisa na íntegra.
Tags:
práticas socioambientais
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