segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Record compra documentário 'Muito além do cidadão Kane'

Em busca de armas para a guerra contra a Rede Globo, a Record confirmou a compra dos direitos para a exibição do documentário “Muito além do cidadão Kane” em TV aberta. Ainda não existe data para o filme ir ao ar. A informação foi veiculada ontem pela Folha Online e confirmada hoje pela assessoria da emissora.

Exibido em 1993 pela TV britânica Channel 4, o documentário ainda é inédito no Brasil. Entretanto, ele pode ser acessado em diversos sites. Antes da popularização da Internet, o vídeo circulou em cópias VHS, principalmente entre estudantes e militantes de esquerda.

O clássico do cinema "Cidadão Kane", de Orson Welles, que trata da vida de um magnata da mídia, serve de referência para o documentário. Em "Muito além do cidadão Kane", dirigido por Simon Hartog, Roberto Marinho é visto como o dono de um monopólio da comunicação no Brasil.

Segundo o site Internet Movie Database, a exibição foi atrasada em um ano por causa de processo movido pela Globo na Justiça britânica. A emissora contestou o uso trechos de programas sem permissão.

Fonte: www.comunique-se.com.br

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Empresas sustentáveis têm funcionários motivados

Por Celso Dobes Bacarji, da Envolverde - especial para o Instituto Ethos

Crise econômica eleva a importância do movimento de responsabilidade social empresarial para o mercado de trabalho.Entre os grandes desafios que a transição para um novo modelo econômico deverá enfrentar nos próximos anos está o de gerar novos empregos, os chamados empregos verdes, não só para repor os postos de trabalho que serão fechados junto com as atividades pesadamente emissoras de carbono quanto para atender às demandas das novas gerações.O tema foi discutido no congresso internacional Sustentável 2009, em mesa integrada por Fabián Echegaray, diretor da consultoria Market Analysis, Paulo Sergio Moçouçah, coordenador de Programas de Trabalho Decente e Empregos Verdes da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, e Luiz Eduardo Rubião, sócio-fundador da Chemtech, moderados por Roberta Cardoso, da FGV. Houve também a participação, via teleconferência, de Bob Willard, autor de The Sustainability Advantage e de The Next Sustainability Wave.Os empregos verdes vêm crescendo aceleradamente nos últimos anos. De acordo com Paulo Sérgio Moçouçah, da OIT Brasil, a expressão ganhou popularidade a partir da sua inclusão no programa de governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Agora, com a crise econômica, segundo ele, diversos países vêm centrando os esforços para a recuperação econômica investindo em atividades sustentáveis, sobretudo em energias renováveis.Segundo Moçouçah, a experiência tem comprovado, como argumentava o plano de Obama, que as atividades sustentáveis geram mais empregos que os setores tradicionais. Países como a China, que atualmente investe em atividades sustentáveis cerca 20% do total dos investimentos de sua economia, e a Índia, que também tem investido pesadamente em energia solar, são exemplos dessa capacidade da nova economia.O elevado potencial para gerar empregos das atividades de baixa emissão é comprovado também por um estudo desenvolvido pela OIT, juntamente com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), divulgado em setembro do ano passado. O estudo revelou que, ao contrário do que se pensou, a crise econômica vem ajudando a superar os altos níveis de desemprego ocorridos a partir de meados dos anos 1990, quando o modelo econômico baseou-se nas atividades do setor financeiro.Segundo o coordenador da OIT, a crise recolocou a geração de empregos no centro das políticas públicas: “O emprego verde surge com a divulgação do relatório de mudanças climáticas, em 2007, exatamente quando a crise econômica também se inicia. Foi o crescimento do conceito que levou a OIT a assumir a tarefa de tratar da questão das mudanças climáticas no âmbito do mundo do trabalho, por meio do programa global Quero o Verde de Volta”, conclui.Os impactos da nova economia sobre o mundo do trabalho foram analisados também por Fabián Echegaray, diretor da consultoria Market Analysis, que desenvolveu uma pesquisa para saber como os trabalhadores de 32 países, inclusive do Brasil, estão percebendo as ações de RSE praticadas por suas empresas. Foram entrevistados mais de 3.460 funcionários de grandes empresas, independentemente do cargo.O estudo, concluído no início deste ano, revelou que nove em cada dez brasileiros apoiam a atuação da empresa como canal pedagógico; para 92% deles, quanto mais socialmente responsável for a empresa, mais motivado e leal será o seu funcionário. Os resultados mostram que, pelas práticas da empresa, os funcionários também desenvolvem maior sentido de autoeficácia pessoal como consumidores, tornando-se capazes de influir no comportamento das empresas por meio da compra consciente.De acordo com Echegaray, a pesquisa mostra que a empresa sustentável tem funcionários mais receptivos ao seu ativismo na área e que legitimam seu papel educativo. “Eles reagem com entusiasmo e fidelidade diante de uma atuação socioambiental positiva e tendem a acreditar mais na comunicação da empresa sobre suas ações e resultados dos seus investimentos sociais”, conclui ele.Crédito da imagem: Paulo Sérgio Moçouçah, da OIT Brasil, no Sustentável 2009.
(Envolverde/Instituto Ethos)


Fonte: http://envolverde.ig.com.br

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Brasileiros opinam sobre bancos e práticas socioambientais

Pesquisa feita pelo instituto Datafolha a pedido da organização Amigos da Terra - Amazônia Brasileira - que desde o ano 2000 desenvolve o Eco-Finanças, programa pioneiro que estimula a administração ambiental no mundo financeiro - revela que os clientes das instituições bancárias não acreditam que os bancos desenvolvem medidas socioambientais realmente efetivas.
Segundo a pesquisa, os clientes entendem que bancos gastam mais com propaganda do que nas ações propriamente ditas, e os investimentos em marketing dos bancos para mostrar suas ações de sustentabilidade socioambiental são recebidos com ceticismo pelos clientes. Para 89% dos consultados, os bancos anunciam boas práticas de sustentabilidade ambiental, mas gastam mais em propaganda do que nas ações divulgadas.
Entre 12 grandes bancos públicos e privados, o Banco do Brasil e o Bradesco estão no topo tanto da lista das instituições apontadas com as que teriam as melhores práticas ambientais como no ranking oposto.
Foram feitas 2.055 entrevistas entre 2 e 14 de abril com brasileiros de 18 anos ou mais, donos de telefones fixos, em todo o país. A maioria (70%) diz que daria preferência a bancos que os informassem sobre os impactos socioambientais de seus investimentos. Dentre esses, mais da metade trocaria de instituição bancária se estas informações fossem oferecidas pela concorrência, desde que recebessem condições comerciais idênticas, e 18% dos entrevistados declararam que passariam à instituição mais transparente independentemente de serviços e taxas.
Na questão referente ao comportamento dos bancos frente à destruição ambiental, 81% opinaram que eles não fazem o suficiente e, destes, 27% disseram que as instituições financeiras poderiam pelo menos exigir o respeito das leis.
Fernando Martins, diretor-executivo de estratégia de marca e comunicação corporativa do grupo Santander Brasil, disse ao jornal Valor Econômico que “a publicidade, num mundo onde as pessoas têm cada vez mais informações, ficou um pouco para trás e tem que se reinventar. A sustentabilidade é nova neste cenário e muita gente vem usando isto de forma oportunista”.
A pesquisa “A Visão da População Brasileira sobre Bancos e Práticas Socioambientais” revela, contudo, uma contradição: os brasileiros apontam o Banco do Brasil e o Bradesco como os que mais financiam a destruição ambiental e ao mesmo tempo como os responsáveis pelas boas práticas. É possível que isso se dê pelos projetos que o BB desenvolve em regiões e pelos investimentos do Bradesco em educação, através da Fundação Bradesco.
Veja a pesquisa na íntegra.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Estágio - Petrobras Distribuidora abre inscrições para programa de estágio

Estão abertas as inscrições para o Programa de Estágio da Petrobras Distribuidora. No total, são 372 vagas, sendo 175 para estudantes de nível médio profissionalizante e 197 para os de nível superior. Os valores da bolsa-auxílio variam de R$ 583,43 a R$ 865,02.

As inscrições devem ser feitas pelo site
www.br.com.br até o dia 6 de outubro. Tanto os estudantes de nível superior quanto os de nível médio profissionalizante devem estar cursando os dois últimos anos ou os quatro últimos semestres.

Para aqueles que já concluíram o curso é possível realizar o estágio na Petrobras Distribuidora, desde que a instituição de ensino informe, por meio de declaração, que o estágio é condição indispensável para a obtenção de certificado ou diploma.
O estágio tem duração de 12 meses improrrogáveis, com exceção dos estágios de direito, que poderão ser prorrogados por mais 12 meses.

A carga horária diária de estágio é de 4 horas para o nível médio e superior, exceto para os estudantes do curso de direito, cuja carga horária diária é de 6 horas.
Há oportunidades em 38 cidades dos seguintes estados: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.
Mais informações também podem ser obtidas pelo SAC 0800-789001.


LinkWithin

Related Posts with Thumbnails