quinta-feira, 30 de abril de 2009

Entenda o que é a Geração "Y"

Imersa em tecnologia, a geração Y desafia a TI

A nova geração, que começa a desembarcar nos quadros das empresas, questiona o modo tradicional das companhias de trabalhar.

Eles são, dinâmicos, “antenados” e familiarizados com diversas tecnologias, afinal, cresceram navegando na internet em busca dos mais diversos conteúdos. Aliás, fazer várias coisas ao mesmo tempo é uma característica forte, até porque eles não têm paciência para atividades muito longas. Trabalham melhor em equipes, anseiam por flexibilidade de horário e mobilidade, necessitam de feedbacks constantemente, demandam planos de carreira (querem ascender rapidamente) e esperam reconhecimento instantâneo de seu trabalho. Informais, não se intimidam ao expor idéias a seus chefes – o que não é de se estranhar, pois se acostumaram com o apoio e retaguarda dos pais.

Esses traços lhe parecem familiar? Consegue identificar algum funcionário de sua empresa nessa descrição? Se a resposta foi sim – e deve ter sido, caso existam pessoas na casa dos 20 anos – prepare-se para lidar com a chamada geração Y, também conhecida por Millennium ou Net. Os estudiosos do assunto nos Estados Unidos estabelecem que integram esta geração os nascidos entre 1977 a 1997. Aqui no Brasil – e até porque acabamos refletindo a realidade norte-americana algum tempo depois – pode-se definir a partir da década de 1980.

Extremamente “acelerados”, eles estão acostumados a ter uma resposta muito rápida, como se o tempo fosse escasso. Assim, podem preferir chats e mensagens instantâneas a e-mails. E é justamente neste ponto que alguns obstáculos começam a ser impostos para a TI. Toda organização é regida por normas e leis que têm por princípio resguardá-la. Ou seja, no ambiente de trabalho, entra a padronização e sai a liberdade de escolha. “No ecossistema deles, estes jovens têm acesso a “n” tecnologias que, normalmente, são bloqueadas no mundo corporativo, pois criamos barreiras”, lembra Luis Carlos Heiti Tomita, CIO da Philips para a América Latina.

Somente a existência de limites seria suficiente para que qualquer membro da geração Y passasse horas tentando convencer o CIO sobre a injustiça das restrições e como elas o impedem de trabalhar – lembrem-se de que estes jovens querem ter flexibilidade e mobilidade para exercerem as suas funções e odeiam que decisões “burras” os impeçam de fazê-las. É preciso ponderar. E ninguém melhor que o diretor de TI para identificar os riscos para a companhia e criar políticas de segurança eficazes. Mas isto não basta. Estes jovens precisam entender o motivo das regras; e, uma vez (bem) justificadas, será mais fácil tê-los como aliados.

Na Kimberly-Clark, usa-se o pacote da Microsoft como ferramenta-padrão, porém, constantemente, a equipe do gerente de informática, Paulo Biamino, tem de explicar aos usuários que eles não podem instalar software livre em suas máquinas. “Eles emitem a posição deles e eu, a da empresa. Nos cabe mostrar o porquê estamos fazendo aquilo e os benefícios. Eles vão questionar as ferramentas utilizadas, mas, se todos usassem o que acham melhor, não teríamos padronização”, explica.

Exigência
O questionamento, inclusive, mostra-se como outro traço marcante da geração Millennium; e reflete no trabalho da TI, que se virá obrigada a repensar a maneira que entrega serviços e produtos. Esta geração cresceu acessando a internet e afeita às novidades tecnológicas, tendo familiaridade com computadores desde criança. Por isto, seus representantes sentem-se confortáveis para discutir tecnologia em pé de igualdade com os profissionais de TI. Um impacto direto no service desk. “Há uma demanda maior por qualidade”, assinala Biamino.

Contratar pessoas da geração Y para o service desk costuma ser uma manobra eficiente para equilibrar o atendimento do suporte com o restante da companhia – e até minimizar problemas de comunicação. “Não enrole este pessoal. Se não souber determinado assunto, é melhor dizer a verdade e buscar a resposta para não cair no descrédito”, ensina o principal executivo de TI para a Kimberly-Clark Brasil.

A exigência desta turma extrapola as fronteiras do service desk. Junto com os pedidos de recursos que ofereçam a tão sonhada elasticidade para a realização de suas tarefas, eles querem maior capacidade de internet, de processamento, de desempenho e robustez dos equipamentos e utilização de objetos pessoais no ambiente corporativo, como o iPod. Atualmente, a Kimberly-Clark não permite instalação de softwares para uso pessoal, mas cada caso é analisado sob a óptica da segurança, legalidade e impactos para a empresa. “Estamos em mutação. Temos de manter a mente aberta. Por um lado, precisamos obedecer a política corporativa, mas, por outro, há uma demanda nascendo e temos de nos adequar”, contrapõe Biamino, de 51 anos e pai de dois jovens representantes desta nova geração.

Há ainda a questão da segurança. A familiaridade com as tecnologias encoraja estes usuários a buscarem novidades e a “fuçarem” mais. O que nem sempre combina com segurança. “Eles são mais ousados, aumentando o risco para as companhias, que ficam mais vulneráveis”, reflete Eliane Aere, diretora de RH e diretora-geral da Accor Services.

Atender às expectativas desta parcela de funcionários requer jogo de cintura. Eles ficarão frustrados se não encontrarem o ambiente dos sonhos no trabalho. “Esta geração espera inovação, flexibilidade de horário, mobilidade e um processo de tomada de decisão muito ágil. O velho modelo de ‘recrutar, gerenciar e manter’ os empregados não funciona mais”, aponta Don Tapscott, diretor da New Paradigm e co-autor de Wikinomics e de outros dez livros. (Leia a entrevista completa com Tapscott Geração net vai dominar força de trabalho)

No entanto, longe de liberar tudo o que eles estão acostumados (e desejam), uma opção que tem sido eleita pelos CIOs é repensar a infra-estrutura para avaliar possíveis adequações, levando em consideração os recursos necessários de acordo com a área de atuação. “Os softwares de gestão de identidade passarão a ser chave para o ambiente de colaboração e a interação funcionar”, avalia Heiti, da Philips. Outro grande desafio não tem nada a ver com tecnologias – mesmo porque elas vão evoluir. “Um enorme dilema é o lado cultural. Esta geração traz idéias inovadoras, mas como faremos a gestão dos novos padrões?”, alerta o CIO.

Paradigma cultural
Ainda que os integrantes da geração Net sejam confidentes, criativos, independentes e tenham mente aberta, eles tendem a ser um grande desafio para gerenciar, na visão de Don Tapscott. “Eles gostam de autonomia, mas precisam receber dicas de como está indo o trabalho e o desempenho para, não só corrigir alguma coisa, mas principalmente porque são ‘movidos a elogios’ e adoram ser reconhecidos”, explica o professor de gestão de pessoas e da Fundação Getúlio Vargas, João Baptista Brandão. (Leia artigo exclusivo de Brandão.)

Como tendem a se identificarem mais a vínculos que cargos, projetos acabam os atraindo mais. Justamente por esta razão, estes jovens obrigam as companhias a repensarem seus padrões e estruturas de remuneração. “Tem organizações que já especificam no cargo o que é esperado, de tal maneira que as pessoas tenham liberdade de opinar e melhorar a forma pela qual são valorizadas”, exemplifica Brandão, destacando que a remuneração por desempenho aparece como uma das formas mais aceitas por este grupo. “Desenvolvemos competências por projetos e por processos”, detalha Eliane, da Accor Services, uma companhia aonde esta realidade já chegou.

Com cerca de 60% dos funcionários entre 21 e 35 anos, a companhia viu aumentar o número de pessoas que passa uma temporada de alguns anos em uma filial em outro país. “Tínhamos uma pessoa por ano e, em 2007, foram 12 funcionários”, destaca. A turma Y está mais focada em sua própria carreira e desenvolvimento.

A orientação por processos é outra tendência que surge ao se analisar o que motiva esta talentosa geração. Mas por trás disto há uma questão de sobrevivência. Como o tempo médio de permanência deles nas empresas é bem mais curto se comparado a seus antecessores, estabelecer metodologias pode ser a salvação para a memória da corporação. “Eu tenho 21 anos na Accor, guardo o histórico da companhia na minha cabeça, o que não ocorre com a geração Y”, conta Eliane, que já respondeu também pela TI e área comercial.

Todas as mudanças trazidas por esta geração terão, sim, impactos nas companhias. Seja na parte de segurança, uma vez que novas tecnologias requerem níveis mais sofisticados de proteção; no aumento da qualidade do service desk, já que os novos usuários vão argumentar os porquês de cada uma das regras; ou na forma de se exercer suas funções. E aí entram os mecanismos para proporcionar o trabalho remoto, os integrantes da geração Y logo verão seus anseios acatados – ou não – pelas companhias. Para as corporações, resta o desafio de equacionar as novas demandas com a atual estrutura, de forma a não perder identidade, valores e cultura. Porque os desafios de conciliar os desejos dos jovens com a estrutura da organização não terminam na Y (ou Net ou Millennium).

Por Roberta Prescott.
Fonte:
www.itweb.com.br




terça-feira, 28 de abril de 2009

O nascimento do grupo universoRP

O grupo de profissionais que apoiou a criação do espaço universorp.net, está agora formalizando sua atuação com a criação oficial do universoRP.grupo. Além do tradicional bate papo eletrônico, o grupo definiu uma agenda de encontros mensais a fim de discutir e refletir sobre temas atuais ligados às Relações Públicas, o mercado e o contexto atual.
O grupo é formado pelos profissionais (da esquerda para a direita) Flávio Schmidt (universoRP.net), Isabel Rodrigues (Rodrigues&Freire), João Alberto Ianhez (Informa Brasil), Agatha Camargo (Gimba), Simone Bambini (FAAP), Roberto Constante (FSB Comunicações /ConrerpSP), Elaine Lina (FAAT / ConrerpSP), Paulo de Tarso Marques (Cointer), Carol Zambrini e Meire Fidelis (Grupo Abril).
"Tem todo o meu apoio o encontro mensal de profissionais de Relações Públicas. Este tipo de evento estava fazendo falta. Os profissionais acabam se envolvendo em atividades diversas com diferentes entidades e categorias profissionais, mas sentem falta do envolvimento com as suas entidades e os seus pares. Além de unir e aproximar os Relações Públicas, esse tipo de reunião, cria identidade profissional e contribui para o reconhecimento da profissão entre seus membros e o mercado. Parabéns pela iniciativa. João Alberto Ianhez"
O próximo encontro está marcado para o dia 28.04 e já terá a presença de convidados que irão conhecer os integrantes e participar do bate papo oficial do grupo.
Breve histórico
A idéia de criação do universorp.net surgiu há quase 1 ano e sua concepção respeitou alguns princípios básicos. Por um lado, ele nascia pelo ideal de um profissional, cuja visão era de investir no processo de reconhecimento da atividade de Relações Públicas, por outro, não poderia ser obra individual, mas pelo menos, ser avaliado e referendado por outros profissionais de reconhecimento no mercado e ter seus objetivos alinhados a uma perspectiva real.
Em função dessas premissas, os primeiros passos dessa iniciativa foram revestidos de alguns cuidados:
• um estudo por meio de um levantamento de informações com uma consulta direta a um grupo de profissionais de vários segmentos – empresas, agências, universidades, governo e conselhos.
• apresentação do projeto a um grupo de dez profissionais que tiveram a oportunidade antecipada de conhecê-lo e avaliá-lo.
O resultado do estudo foi altamente positivo, com avaliação aprofundada de nossa área de atividade e opiniões a respeito do mercado atual e posicionamento dos profissionais nesse contexto.
O grupo que avaliou o projeto se reuniu por três vezes e hoje formaliza sua atuação com o lançamento oficial de suas atividades.
Uma nova Concepção
Na concepção do grupo, uma profissão se faz por seus atributos e pelos benefícios que traz para a sociedade, mas são as referências profissionais (os seus rostos) que a faz ser identificada, reconhecida e respeitada. Apesar do atual reconhecimento público da área de Relações Públicas, não há a exposição de referências e modelos de profissionais que dêem fisionomia a ela. Precisamos de pessoas e rostos que personalizem correta e dignamente nossa atividade.
E o universoRP.net pretende contribuir apresentando ao mercado todos os nomes que se destacam e vierem a se destacar nessa área. Alguns desses nomes e seus respectivos trabalhos já foram apresentados e muitos outros já estão programados.
Se você quiser dar sua opinião a respeito dessa iniciativa ou participar do grupo, envie sua mensagem para
universorp@universorp.net .
Estamos aguardando


por Flávio Schmidt

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Cine PE 2009

O clima já é de contagem regressiva para a décima terceira edição do Cine PE Festival do Audiovisual, que será realizado de 27 de abril a 3 de maio, no Teatro Guararapes, no Centro de Convenções de Pernambuco (Cecon), em Olinda. A maratona cinematográfica reúne o maior público de festivais do País _cerca de 30 mil _, a Bertini Produções e Eventos, realizadora do Cine PE, divulga os títulos selecionados para a Mostra Competitiva de Longas-Metragens e a grade de programação completa do evento.

Segundo os diretores do Cine PE, Sandra e Alfredo Bertini, este ano houve uma grande quantidade de inscrições de documentários (43 títulos contra 23 ficções). “Além de dependermos do fator ‘safra de produção’_ e aí entra a grande produção de docs_, os resultados apresentados expressam o peso de aspectos como o ineditismo nacional, a qualidade técnica e o conteúdo temático”, ressaltam.

CONVIDADOS-Além dos títulos que irão competir, o público vai poder conferir, como hors concours, na noite de abertura do Cine PE, pela primeira vez no Brasil, a ficção francesa Eden À L’Ouest, do diretor greco-francês Costa-Gavras, lançada no Festival de Berlim, este ano. A película conta a história de Elias (Riccardo Scamarcio, ator italiano), um jovem imigrante que atravessa o Mediterrâneo em busca do paraíso, representado por Paris, a Cidade-Luz, mas que finda numa praia da costa européia após uma difícil viagem num porão de um navio de cargas.

Como já foi divulgado, está confirmada a presença do cineasta, que virou referência por ser o autor de incômodos filmes políticos nos anos 60 e 80, entre eles Z (1969), A Confissão (1970) e Estado de Sítio (1973). Gavras desembarcará na capital pernambucana no dia 27 de abril, com a produtora e esposa, Michelle Gavras, e ficará na cidade por cinco dias.

FILMES DA TERRA-A Mostra Pernambuco, com caráter competitivo, segue para a sua segunda edição com o mesmo formato do ano passado. Serão projetados 17 curtas-metragens da recente produção local no cinema da Fundaj/Derby, às 19h de 25 e 26 de abril. Já os três longas permanecerão na grade nobre do festival, no Centro de Convenções, nas noites de 29 e 30 de abril e 1° de maio, com acesso mediante ingresso. Os títulos foram selecionados entre os que se inscreveram para as mostras competitivas.

O Melhor Longa-Metragem da Mostra Pernambuco levará um prêmio de R$ 10 mil e o Melhor Curta-Metragem ganhará R$ 5 mil, ambos concedidos pela Assembléia Legislativa de Pernambuco, de acordo com definição do júri oficial. Ainda haverá uma premiação de R$ 2 mil para o segunda melhor curta. Mas o diretor do Cine PE, Alfredo Bertini, frisa que o projeto ainda está em tramitação na Assembléia. "Acredito que não haverá problema".

quarta-feira, 22 de abril de 2009

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Anatel regulamenta internet banda larga pela rede elétrica

Sistema já está sendo testado em cinco estados. Aneel estuda regras de exploração do serviço.
Internet de banda larga é a internet dos sonhos de todo internauta, mas até agora ela é cara e não está disponível em todos os lugares. Mas a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) regulamentou nesta segunda-feira (13), a internet banda larga poderá chegar à sua casa de um jeito muito fácil: pela tomada de luz. Veja o site do Jornal da Globo O analista de sistemas Jefferson Teixeira depende da internet para trabalhar, mas desde que se mudou para a casa nova em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, não conseguiu ter o serviço de banda larga. Já são três meses de tentativas. E se houvesse internet na tomada da energia elétrica?

"Acho que seria a solução porque poderia colocar em qualquer parte da casa", diz Teixeira.

Saiba mais
Empresa japonesa testa internet via rede elétrica no Brasil
Demanda por velocidades mais altas de internet desafia operadoras

O sistema já existe e foi regulamentado nesta segunda pela Anatel. Funciona mais ou menos como uma TV a cabo. A empresa que fornece o serviço de internet libera o sinal para rede de energia elétrica. Esse sinal viaja pelos fios até a casa do usuário. Lá ele vai precisar de um aparelho, ligado a qualquer tomada da casa, que vai permitir o acesso à internet em alta velocidade. No Brasil, o sistema já está sendo testado em Barreirinhas, no Maranhão; em Goiânia; São Paulo; Santo Antônio da Platina, no Paraná e em Porto Alegre. O internauta brasileiro vai ter que esperar um pouco mais essa nova internet, que só vai estar disponível depois de um acordo entre as empresas de telecomunicações e as concessionárias de energia elétrica. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) já está estudando o assunto para criar as regras de exploração do serviço. Em São Paulo, o engenheiro Clinton Namur é uma das pessoas que participaram do teste da internet via rede elétrica. Ele pode acessar a web na cozinha ou, se preferir, também na sala. É só plugar o computador em qualquer tomada da casa. A conexão também ficou mais rápida. “Achei fantástica essa ideia, que eu abracei desde o começo. Para mim está atendendo perfeitamente”, diz Namur.

terça-feira, 14 de abril de 2009

1000 Visitas! Obrigada.

Atingimos a marca de 1.000 acessos.

Gostaria de agradecer aos amigos e leitores que sempre me apoiaram e estão sempre me acompanhando.


Espero aumentar esta marca ainda mais, conto com o apoio e audiência de todos vocês.


Muito obrigada!!








quinta-feira, 2 de abril de 2009

Extraindo valor nas redes sociais



Brasileiros investem 34% do tempo em blogs ou redes sociais. Veja opiniões sobre as oportunidades nestes ambientes.





Assunto do momento, as redes sociais estão atraindo cada vez mais a atenção, diante da audiência crescente de comunidades e fenômenos de conectividade como o Twitter (rede social que mais cresce nos Estados Unidos e que no último ano saltou de 600 mil para 6 milhões de usuários).
No País, o TGI/Ibope já apontou que hoje os brasileiros investem 34% do tempo em blogs ou redes sociais. Entre outros aspectos, a discussão envolve como as marcas podem se relacionar com o público de comunidades, blogs de uma forma não intrusiva e trazer resultados positivos a partir da criação de estratégias baseadas nas novas mídias.
O tema foi um dos mais abordados no Web Expo Fórum 2009, realizado em São Paulo Paulo Cesar Queiroz, vice-presidente executivo da DM9DDB, destacou que as marcas podem extrair valor das redes sociais, mas não através de um formato tradicional de publicidade.
Para o executivo, existem três formas:

• uma delas é monitorar o que se fala sobre as marcas nesses ambientes (que tem um efeito multiplicador);

• a segunda é estabelecer um relacionamento interativo, mas ele observa que a empresa tem de estar preparada para dar uma resposta que reverta uma situação negativa, por exemplo, sempre com clareza e transparência num tom institucional;

• por último, funcionar como prestador de serviço, criando ferramentas tecnológicas com informações sobre previsão de tempo, por exemplo, entre outros gadgets.


Sobre a publicidade em redes sociais, Queiroz afirma que é contra. “Eu sou contra, porque esses ambientes não são espaços comerciais e a publicidade pode ser tornar invasiva. Acho que as marcas podem prestar serviço, assinar algumas comunidades. Existem outras formas de monetizar as redes, é possível até tratar uma rede social como um evento, convidando as pessoas a se divertirem e ter uma experiência efetiva com a marca”, afirmou Queiroz.
Marco Gomes, sócio da Boo-box, empresa que faz gestão de publicidade em mídia online, discorda da visão do publicitário. Para Gomes, dependendo do formato adotado, o anúncio não é invasivo. “Desenvolvemos formatos em que a publicidade aparece no meio do texto e o usuário só clica se quiser”, explicou ele. A boo-box lançou na última semana um sistema de publicidade para mídias sociais, com o objetivo de auxiliar as marcas a utilizarem espaço publicitário na web.
Como medir
Marcelo Coutinho, diretor de análise de mercado do Ibope, falou durante o Web Expo Fórum sobre como medir as ações nas redes sociais e das metodologias desenvolvidas pelo Ibope. Para ele, no ambiente da web 2.0 o essencial para uma marca é sua relevância, prestígio e capacidade de liderar e influir na opinião dos outros. “Estamos desenvolvendo no Ibope métricas e metodologias de pesquisa, entre elas uma metodologia de análise de conteúdo e identificação de formadores de opinião em redes sociais”, contou Coutinho.
O executivo destacou que o uso da internet no processo de compra de imóveis, como fonte de informação, superou até os classificados dos jornais. A pesquisa “Tendências Imobiliárias” realizada pelo Ibope em São Paulo com mais de 2 mil pessoas das classes A, B e C, interessadas em comprar imóveis, mostrou que 49% delas citaram a internet como fonte de informação na busca por imóveis, 44% os classificados de jornais e 27% as imobiliárias e corretores.

Fonte: http://www.br.hsmglobal.com/

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