sexta-feira, 21 de novembro de 2008

PORQUE JORNALISTAS E PUBLICITÁRIOS ESTUDAM RP?

A pesquisa buscou desvendar o porquê de jornalistas e publicitários retornarem às classes universitárias para estudar Relações Públicas
adonline – 27/10/2008 15:41:53 - Rio Grande do Sul

Jornalistas e publicitários estão de volta às Universidades em busca de aperfeiçoamento. Essa é a constatação da pesquisa realizada pela egressa de Comunicação Social da ULBRA, Cíntia Santana. O seu TCC foi escolhido entre os três melhores do Brasil na categoria Valorização da Profissão e disputa a grande final do Prêmio ABRP 2008, promovido pela Associação Brasileira de Relações Públicas. A pesquisa buscou desvendar o porquê de jornalistas e publicitários retornarem às classes universitárias para estudar Relações Públicas.
Pelo segundo ano consecutivo a ULBRA tem um de seus alunos presentes na grande final. “Foi uma relevante contribuição para o estudo e valorização da profissão. Um dos méritos da acadêmica foi pesquisar esta temática que ainda é pouco explorada em trabalhos de conclusão de curso”, comenta o coordenador da graduação no campus Canoas, Gustavo Becker.
De acordo com Cíntia, a escolha do tema surgiu de uma curiosidade pessoal. Na elaboração de um trabalho em aula ela questionou os colegas, já formados em Jornalismo ou Publicidade e Propaganda, do porquê em cursar Relações Públicas. “A partir dali, passei a considerar o assunto interessante para uma monografia”, comenta. De fato, o perfil do profissional de comunicação pode estar mudando.

Isso porque a pesquisa constatou que o curso Relações Públicas conecta os conhecimentos das outras áreas da Comunicação Social. “O estudo de RP oportuniza uma prática profissional mais harmônica e adequada às atuais demandas de mercado”, afirma Cíntia. O aperfeiçoamento, segundo ela, servirá principalmente para quem deseja atuar em assessoria de comunicação, visto que essa atividade requer uma visão mais estratégica.

No entanto, essa busca por especialização deve ser mais reconhecida pelo mercado. Para Cíntia, muitas empresas optam por ações pontuais de cunho jornalístico ou publicitário que são executadas de forma isolada, sem planejamento e sem força. Com isso, a instituição deixa de criar uma identidade, seja para o cliente interno ou externo. “Nesse aspecto entra a função do profissional de Relações Públicas, que é de planejar e unificar a postura da empresa quando esta deve se comunicar com cada um de seus públicos”, salienta.

Fonte: adonline

RELAÇÕES PÚBLICAS NO FESTIVAL DE CANNES


O Festival Internacional de Publicidade de Cannes oficializou a criação de uma nova categoria, o PR Lions. A competição vai premiar as melhores cases de relações públicas nas áreas de imagem corporativa. O presidente do júri da competição que acontece pela primeira vez já em 2009 será o Lorde Tim Bell, atual chairman da Chime Communications e um dos fundadores da Saatchi & Saatchi.

"Estou honrado em presidir este júri. Esta nova categoria será uma forma de elevar ainda mais o reconhecimento da comunicação em Cannes Lions e servirá para expandir o reconhecimento do gerenciamento da reputação em nossa indústria", comentou o executivo sobre sua nomeação.
As categorias incluem PR Setorial, Produtos & Serviços e Técnica. Os trabalhos inscritos serão premiados de acordo com os critérios: estratégia, criatividade & originalidade, execução e resultados. Os vencedores do primeiro PR Lions e Grand Prix serão homenageados em Cannes na segunda-feira, 22 de junho de 2009, juntamente com a premiação das competições Direct e Promo Lions.

Mais informações sobre o PR Lions estarão disponíveis no site do festival (
www.canneslions.com) a partir de 29 de janeiro de 2009. No Brasil, é possível obter mais detalhes pelo telefone (11) 3856-5454 , com o representante oficial do evento no País, o jornal O Estado de S.Paulo. A 56ª edição do evento está marcada para acontecer entre os dias 21 e 27 de junho, na França.

Saiba mais:
www.canneslions.com/about/news.cfm?newsid=19&page=1
Fonte:
Propmark

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Muda o perfil dos profissionais de comunicação corporativa

Valor Econômico – 05/11/2007 – Página D8
Andrea Giardino

As empresas hoje estão tratando a comunicação corporativa de forma mais estratégica, o que implica em mudanças no perfil de quem atua na área. Em 35,4% delas, já existe uma diretoria para cuidar da comunicação interna e muitos dos executivos vêm ocupando cadeira no board. Há também uma redução do percentual de profissionais formados em jornalismo no comando da área nas organizações no Brasil. Em 2002, 54% eram jornalistas e agora eles não ultrapassam os 35%. Já o número de profissionais de relações públicas cresceu, passando de 15,4% em 2005 para 22% em 2007. Os dados são de estudo realizado pelo Databerje, instituto de pesquisa da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), onde foram ouvidas 164 empresas, que juntas faturaram no ano de 2006 cerca de US$ 360 bilhões ou 33,7% do PIB brasileiro. De acordo com o levantamento, as maiores equipes - aquelas que contam com mais de seis funcionários - estão nas companhias de serviços, 35%. Embora metade delas não tenha um plano integrado de comunicação. "É curioso ver que existe uma diversidade de formação, com antropólogos e filósofos", afirma Suzel Figueiredo, diretora do Databerje. Outro ponto de destaque é que em 53% dos casos, as diretorias e gerências de comunicação interna ficam sob a responsabilidade da comunicação e relações públicas. Em 40% das companhias, quem cuida é a área recursos humanos. No entanto, em 3% das organizações ouvidas, o setor de comunicação passou a se reportar às áreas como assuntos corporativos/institucionais e até mesmo à presidência, 2,4%. "No passado, era comum o RH controlar a comunicação com os funcionários", diz Suzel. Mas isso mudou e a área de comunicação corporativa ganhou mais poder". Tanto que aumentou em 6,9% o índice de empresas que possuem equipe interna, se comparado a 2005 (quando foi feita a última pesquisa) . Em relação aos investimentos feitos pelas companhias na área de comunicação, se comparado a 2005, aumentou o percentual de empresas que investem até R$ 500 mil reais por ano na área, pulando de 28,2% para 35,4% este ano. "Os investimentos são tímidos para uma organização que emprega 5 mil funcionários", diz Suzel. "Ou seja, ela aplica apenas R$ 100 per capita por ano". Vale ressaltar que 20,7% dos entrevistados não sabiam qual era o investimento atual da empresa. Desses, quase metade ocupa cargos de analista/especialista e estão concentrados nas áreas de recursos humanos. A pesquisa aponta ainda que o mercado de comunicação corporativa é composto, predominantemente, por mulheres, com 76,2%. Embora os homens sejam maioria nos cargos de diretoria. Mesmo com a área tendo crescido e se estruturado nos últimos anos, 65% dos profissionais investigados acreditam que o trabalho de comunicação interna não atende completamente às necessidades de informação dos funcionários.

Liderança: um papel, não um cargo


Carlos Cruz*


Um dos assuntos mais discutidos dentro das organizações hoje é a Liderança. Após algumas transformações na maneira de se fazer gestão, ampliando o foco que antes estava restrito aos negócios para as pessoas e como elas podem e devem trabalhar, essa figura passou a ser o centro motivador de grandes conquistas, uma vez que é capaz de impulsionar o crescimento de outras pessoas e das empresas em que elas se encontram. Mas ainda temos que tomar cuidado para não interpretarmos de maneira errada o que vem a ser a liderança e como exercê-la de modo positivo. Ao longo dos anos instituem-se, nas maiores empresas do mundo, políticas de governança baseadas em estruturas verticais e sólidas. Isso fazia com que cada pessoa soubesse exatamente o que deveria fazer e quem eram as pessoas responsáveis por dar as ordens. A flexibilidade era muito baixa e os profissionais funcionavam como que em uma grande máquina, cuja velocidade de trabalho era ditada de cima para baixo. Hoje a situação é muito diferente, as pessoas dentro de uma organização assumem diversos papéis para conseguirem executar com sucesso suas tarefas. A verticalização deu espaço aos organogramas horizontais, que priorizam a intercomunicação entre as diferentes áreas de uma mesma empresa. Os resultados não são mais vistos apenas como fruto da somatória dos bons desempenhos pessoais, é preciso que toda uma equipe se motive e conquiste objetivos comuns. Essa evolução trouxe mudanças em relação à forma de se gerenciar. Antes, se cada um era visto como um componente isolado e responsável apenas por suas atividades, direcionado pela antiga figura do chefe, hoje, esse mesmo indivíduo faz parte de um verdadeiro time, com influência direta nos resultados de todos. Por isso, a figura do profissional centralizador foi substituída pelos líderes, capazes de interagir com uma série de indivíduos, estimulando-os a obter os melhores resultados, da maneira mais colaborativa possível e ainda priorizando o auto-desenvolvimento.

Quais competências um líder deve ter?Acredito que para se tornar um bom líder é preciso desenvolver algumas competências, independentemente do cenário em que você pretende atuar. Por isso, analise como anda trabalhando e reflita sobre os sete pontos que vou descrever abaixo, considerados básicos:
Desenvolva a visão de curto, de médio e de longo prazo - O líder precisa ter uma visão de futuro atraente e realista, com parâmetros bem definidos para a questão dos números. Assim, ele poderá inspirar e mobilizar a equipe por meio do compartilhamento de suas expectativas e as formas de alcançá-las;
Oriente-se para resultados em equipe - Além de ter uma visão futura bem definida, é necessário criar estratégias que envolvam as pessoas para o alcance de resultados extraordinários. Muitos profissionais em cargo de liderança falham com a equipe por dedicarem a sua atenção apenas com metodologias e números, esquecendo, assim, do desenvolvimento de competências;
Tenha bom senso de realidade - O líder tem que perceber que a equipe, os desafios, a empresa, os clientes e o mercado nunca são e nem serão como ele gostaria que fosse. Portanto, encarar a realidade e fazer não só o que gosta, mas o que é preciso ser feito para o sucesso dos negócios e da equipe é uma característica fundamental para um líder extraordinário e orientado para bons resultados, que permitam crescimentos na área profissional e pessoal;
Mantenha-se flexível - A flexibilidade ajuda um líder a fazer o que for preciso para alcançar os resultados esperados. Caso seja preciso mudar de rumo, treinar a equipe de uma forma diferenciada, ou até mesmo, colocar a mão na massa para solucionar um problema, ele terá que fazer. Estar preparado para modificar o caminho até o destino final é essencial;
Reconheça a equipe – O verdadeiro segredo de uma equipe de sucesso é a forma e a freqüência com que um líder fornece feedbacks positivos. Uma dica para fortalecer o comprometimento da equipe está em agendar reuniões quinzenais para parabenizar a equipe e comemorar os resultados mais importantes do período;
Conheça a si mesmo - Muitos líderes frustram-se por não conhecerem o perfil das pessoas que formam sua equipe, mas antes é preciso buscar o auto-conhecimento. Aconselho a todo líder passar por programas de coaching, terapias, treinamentos, entre outros. Quando um líder conhece seu ponto fraco ele pode transformá-lo em ponto forte ou até mesmo contratar um braço direito para suprir sua necessidade, o grande desafio é que muitos não se permitem enxergar esses pontos a serem trabalhados;
Assuma a responsabilidade - Aconteça o que acontecer, o líder tem que assumir a responsabilidade pelos resultados. No momento de sucesso o líder deve parabenizar a equipe por esta conquista e em um eventual fracasso ele deve instigar a todos a pensarem em possíveis aprendizados com aquela situação.

Cruz, Carlos
Carlos Cruz - (Atua como Coach Executivo e de Equipes, Conferencista em Desenvolvimento Humano e Diretor da UP Treinamentos & Consultoria).


sábado, 15 de novembro de 2008

E-mail do Google ganha recursos de vídeo e áudio



João Casotti
O
Gmail, ferramenta de e-mail do Google, ganhou novo recurso. A partir de agora, o usuário pode utilizar o bate-papo com imagem e voz. A novidade, que também vale para assinantes do Google App, tem como objetivo concorrer com o Skype, comunicador de sucesso do Ebay, que também permite conversas por texto, áudio e vídeo entre os internautas.
O novo serviço do Gmail possui a tela de vídeo do bate-papo móvel, e o usuário tem a possibilidade de ajustá-la em qualquer tamanho, de acordo com a tela do monitor. As pessoas que não possuem webcam podem conversar exclusivamente pelo áudio, desde que haja um microfone ligado ao computador para estabelecer a conexão.
Mais em Nós:
Navegador do Google já é o terceiro mais usado no paísGoogle completa 10 anos e lança site comemorativo

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

A Era da Segmentação

Pessoal, este artigo é de nosso total interesse, pois se trata da Comunicação Dirigida, que é por acaso uma de nossas ferramentas!


Helena Dall Pizzol*




Todo mundo já sabe, ou quase todo mundo, que segmentar é preciso. E, aliás, é fundamental, mas saber somente já não basta. A aplicação desse conceito vem sendo explorada pela lei da oferta e da demanda. Arrisco-me a dizer que é muito mais pela demanda do que pela oferta. Mesmo assim, o que vejo é que os “ofertantes” ainda estão meio desorientados e sem saber pra onde ir e é justamente por isso que muitos “demandantes” continuam desatendidos.Sim, é normal que o crescimento de mercado impulsione a demanda, mas o que me refiro aqui é que algumas necessidades, sejam elas específicas ou até mesmo de massa, muitas vezes não são atendidas porque a oferta não está presente e adequada o suficiente ao público demandante e no momento certo. Quem imaginaria que uma empresa produtora de milhares de toneladas de papel e celulose se preocuparia em personalizar a relação comercial com os clientes de diferentes segmentos que atende? Afinal, papel é um produto tão elementar e cotidiano que dispensa qualquer estratégia de marketing segmentado. Engana-se quem ainda pensa assim...e o que dizer da gigante fábrica de refrigerantes que consegue interagir de forma segmentada com os seus milhões de consumidores de diferentes tribos de todo o mundo?Nós mesmos, como consumidores B2B ou B2C somos exigentes. A proliferação de empresas que atuam em uma mesma área trouxe uma infinidade de escolhas ao consumidor e ele se cansou! Não sabe mais para onde olhar ou o que escolher e cansado de ver tantas ofertas, percebeu que a sua demanda é muito mais importante do que o número imensurável de comunicação que recebe. Quem impõe hoje é nosso cliente e não ao contrário. As empresas não devem mais tomar decisões centradas no seu próprio umbigo, devem dar os ouvidos ao mercado porque do outro lado da tela, do rádio, da revista, do site ou do celular está um consumidor crítico que não se contenta em apenas comprar ofertas, Pode até ser que já nos demos conta da importância da segmentação, mas talvez não da forma mais adequada.Percebe-se uma preocupação das empresas em organizar o banco de dados de clientes, coletar e atualizar um número substancial de informações nos pontos de contatos e até mesmo se comunicar permanentemente com seus clientes. E não há nada de errado nisso, o problema é que, na maioria das vezes, as novidades que são criadas não chegam para quem realmente interessa.O que não faltam hoje em dia são ferramentas ou plataformas multicanais que permitem identificar e mapear o comportamento do consumidor para, a partir disso, atendermos ao cliente exatamente como ele quer ser atendido.E, por que continuamos fazendo campanhas para um milhão de pessoas com retornos ínfimos (ou que às vezes nem podem ser mensurados) enquanto podemos segmentar a comunicação para uma base de 100 nomes com um aproveitamento muito maior? Com toda certeza isso toma tempo dos profissionais de marketing, mas afinal este é o nosso papel: explorar as alternativas existentes e encontrar formatos bem-sucedidos de passar uma mensagem relevante, responsável e no timing do cliente. Para finalizar, seja em campanhas de mídia online ou impressa, todos sabemos que na era da segmentação quem souber aplicar, e não apenas souber, terá mais chances de garantir participação no mercado em que atua. Afinal, se o cliente não ficar, será que você fica?

04/11/2008

Pizzol, Helena Dall
Helena Dall Pizzol - É Gerente de Marketing e Serviços da Direkt, uma das principais empresas de marketing direto do país. E-mail: helena.pizzol@direkt.com.br




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